VOLTAR

Alumar tem novo lago para resíduos

GM, Gazeta do Brasil, p. A32
18 de Abr de 2005

Alumar tem novo lago para resíduos

Reservatório ocupa área de 50 hectares, consumiu recursos de R$ 45 milhões e terá seis anos de vida útil. O Consórcio de Alumínio do Maranhão S/A (Alumar), formado pela Alcoa, Alcan, BHP Billiton e Abalco, acaba de concluir a construção do quarto reservatório de resíduo de bauxita, gerado pela fábrica de alumina, a matéria-prima do alumínio. O novo reservatório ocupa área de 50 hectares e consumiu investimentos no valor de R$ 45 milhões. Com vida útil de seis anos, o lago de resíduo entrará em operação em setembro deste ano. A construção faz parte dos planos de desenvolvimento e modernização da planta industrial, em São Luís, e representa a eficiência das operações e minimização dos impactos ambientais.
Como ainda inexiste alternativa de reutilização dos resíduos de bauxita (bauxita mais soda cáustica), a disposição em grandes lagos tem sido a única destinação final.
Considerado material contaminante, o resíduo tem que ser acondicionado de forma estritamente segura para não entrar em contato com o solo e com as águas. Por isso a construção do lago exige altos investimentos.
O novo lago de resíduos conta com dois sistemas de proteção ambiental: impermeabilização e dreno de fundo. A impermeabilização, de um metro de espessura, é composta por uma camada de argila compactada em toda a superfície interna da área. Sobre a argila foi colocada uma de membrana de PVC e sobre o PVC existe ainda uma camada de areia com um dreno de fundo. O dreno serve para aliviar a pressão hidrostática (dos líquidos) que atua sobre a impermeabilização. "Este é o principal sistema de proteção ambiental de uma obra como esta", explica o superintendente de resíduos de bauxita, Sérgio Pedrosa.
A vida útil do novo reservatório é de seis anos, considerando as atuais taxas de produção da refinaria. Está em estudo a ampliação da produção de alumina. "Se isso ocorrer a vida útil deste lago será reduzida", adianta o superintendente.
A Alumar tem uma área de 150 hectares para lagos de resíduos de bauxita. Dois, dos quatro lagos tiveram as áreas reflorestadas. A técnica de reabilitação consistiu no fechamento do reservatório com a aplicação de uma camada de material orgânico, onde foram plantadas espécies nativas. O diretor da Alumar, Nilson Souza, destaca que o princípio é deixar o local o mais próximo possível à forma encontrada antes da construção do lago. Para se ter uma idéia do sucesso deste trabalho, na área do primeiro reservatório, que operou de 1984 a 1990 e começou a ser reabilitado em 1996, existe uma vegetação exuberante com árvores de até 10 metros de altura com oito anos de vida. Paralelamente a Alumar também desenvolve pesquisas em parceria com instituições de ensino para neutralização do resíduo, de forma a reutilizá-lo em indústrias de cerâmicas ou como corretivo de solo.
kicker: Na área do primeiro reservatório, que começou a ser reabilitado em 1996, existem árvores com até 10 metros de altura

GM, 18/04/2005, Gazeta do Brasil, p. A32

As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.