O Globo, Planeta Terra, p. 9
Autor: MOTTA, Cláudio
25 de Out de 2011
Alerta para Amazônia
Cláudio Motta
claudio.motta@oglobo.com.br
Cientistas querem saber como a Amazônia vai reagir às mudanças climáticas e à ação do homem. Caso sejam identificados sinais de perda irreversível da floresta, uma alerta será emitido. O projeto, chamado de Amazalert, envolve 14 instituições europeias e sul-americanas (Brasil, Bolívia, Colômbia, Peru).
Os especialistas vão criar um modelo matemático para processar informações climáticas, econômicas e também sociais em supercomputadores. Dessa forma, eles tentarão prever como será a resposta da floresta ao aquecimento global, aumento de regime de chuvas e desenvolvimento da economia.
O projeto, liderado pelos pesquisadores Bart Kruijt, da Universidade de Wageningen, na Holanda, e Carlos Nobre, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), é orçado em 4,7 milhões de euros.
- A melhora mais importante nos modelos de previsão do clima é o entendimento melhor do ciclo da água e da forma pela qual as florestas reagem à seca e ao aumento tanto da temperatura como do CO2 no ar - diz Kruijt.
O pesquisador Celso Von Randow, do Centro de Ciências do Sistema Terrestre do Inpe, explica que ainda há incertezas de como os regimes de chuva vão ser afetados pelas mudanças climáticas:
- Conjugamos cientistas sociais com os ambientais para tentar avaliar como as políticas públicas e estratégias econômicas podem afetar o sistema natural.
O supercomputador do Inpe será usado pelos especialistas, gerando cenários de como deverá ficar a floresta até 2100. Com o trabalho, os pesquisadores dar sustentação científica à preservação da floresta.
- Não sabemos se a Amazônia vai sobreviver às mudanças climáticas - resume Kruijt.
O Globo, 25/10/2011, Planeta Terra, p. 9
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