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Alcoolismo é causa freqüente de mortes

Jornal do Tocantins-Palmas-TO
18 de fev de 2002

As causas mais freqüentes de óbitos entre os indígenas no Estado são as doenças respiratórias e o alcoolismo, segundo o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI), da Fundação Nacional de Saúde (Funasa). Só no ano passado ocorreram 54 mortes em aldeias tocantinenses, das quais cerca de 50% estavam relacionadas a bebida alcóolica e problemas respiratórios.

No casos das doenças respiratórias, a chefe do Setor Operacional do DSEI da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Irani Maria de Oliveira, diz que já houve uma redução dos casos nos anos de 2001 para 2002. "Estamos articulando com o Programa de Imunização do Estado para ver se conseguimos intensificar as vacinação de rotina contra as infecções respiratórias". No caso do alcoolismo, a questão é mais grave, tendo em vista que não é um problema que se soluciona apenas com o uso de medicamentos.

DST
No ano passado foi registrado uma média de 56 casos de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) nas aldeias do estado. Apesar do número não ser tão pequeno em se tratando de índios, Irani acredita que pode haver ainda mais casos, tendo em vista que muitos usuários não procuram o serviço médico ou omitem.

Ela informa que felizmente ainda não foi registrado nenhum caso de aids entre os povos localizados no Tocantins. "O programa de DST/Aids já foi implantado nas aldeias e este ano estaremos treinando pessoas para atuar na intensificação do problema".

Além disso, ela diz que vão estar trabalhando também nas ações de controle da malária, que no período de maio a outubro causou um surto na aldeia Javaé. Irani comenta que o problema, que foi importado do Pará já foi controlada e em dezembro foi reduzida em 100%.

Para o presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena (Condisi-TO), Escrawen Sompre, houve um grande avanço na saúde indígena no Tocantins. Mas, ainda existem problemas isolados, como a falta de médicos e veículos que acabam comprometendo o serviço e gerando protestos, como aconteceu na aldeia Xerente e na Javaé. (N.V)

Saiba mais

A expectativa de vida ao nascer dos indígenas brasileiros é de 48 anos, enquanto que a expectativa de vida dos brasileiros é de 67 anos, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).
Metade dos óbitos conhecidos são de crianças na faixa etária e 0 a 5 anos e mais de 1/4 ocorrem sem assistência médica.

As principais causas de morte são doenças respiratórias, malária, diarréias e alcoolismo (indiretamente).

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