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Alckmin reduz capacidade inicial de obra para a Billings

OESP, Metrópole, p. A15
04 de fev de 2015

Alckmin reduz capacidade inicial de obra para a Billings
Proposta da Câmara prevê obrigatoriedade de hidrômetro individual e água de reúso em novas construções

Quatro dias após anunciar que construirá até maio uma interligação da Represa Billings, no ABC, com a Represa Taiaçupeba, em Suzano, para socorrer o Alto Tietê, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse ontem que deve entregar a obra no prazo divulgado com apenas metade da capacidade prevista, de 4 mil litros por segundo.
"Estamos trabalhando com a expectativa de, até maio, a gente conseguir ter, se possível até abril, não os 4, mas a primeira linha de dutos, com 2 metros cúbicos (por segundo). Depois, podemos ter uma segunda linha de tubos (com mais 2 mil litros por segundo)", disse o governador.
A interligação do Braço Rio Grande, na Billings, com a Taiaçupeba é a obra mais urgente do governo para tentar evitar o colapso do Sistema Alto Tietê, o segundo maior manancial que abastece a Grande São Paulo. Ontem, ele estava com apenas 11,1% da capacidade. Há um ano, o índice era de 43,9%.
Segundo Alckmin, serão 11 quilômetros de adutora interligando os dois mananciais, que devem acompanhar uma rede de gasoduto da Petrobrás, além da construção de uma usina elevatória de água.
Rodízio. Alckmin voltou a dizer ontem que pode adotar racionamento oficial de água em São Paulo "se necessário" e a medida seria anunciada com antecedência à população. "Se houver necessidade, essa é uma avaliação que é feita permanentemente, a Sabesp se prepara para ela. Fará com antecedência, orientará a população", disse.
Questionado sobre o possível rodízio de cinco dias sem água e dois dias com, cogitado na semana passada por Paulo Massato, diretor metropolitano da Sabesp, Alckmin afirmou que seu governo trabalha "com absoluta responsabilidade e sempre com orientação de natureza técnica". / CAIODOVALLE

OESP, 04/02/2015, Metrópole, p. A15

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