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Alckmin promete terminar usina nuclear de Angra 3

OESP, Nacional, p. A10
06 de set de 2006

Alckmin promete terminar usina nuclear de Angra 3
Candidato do PSDB diz a empresários do setor de infra-estrutura que prefere PPPs à privatização

Ana Paula Scinocca

Ao apresentar suas propostas para revitalizar a infra-estrutura do País, o candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, se comprometeu com a construção da usina nuclear Angra 3. "Todos os estudos indicam a gravidade do problema de oferta de energia e esses mesmos estudos apontam a necessidade de contarmos com Angra 3", afirmou ontem, durante encontro com empresários na sede da Associação Brasileira de Infra-Estrutura e Indústrias de Base (Abdib), em São Paulo.

No caderno de seis páginas lançado ontem, Alckmin apresenta metas nas áreas de energia, saneamento básico, transporte e logística e transportes coletivos urbanos. Em relação ao setor de energia, além de Angra 3, o candidato mencionou maior diversificação da matriz energética brasileira e a necessidade da construção de mais dois gasodutos no País (Urucu-Coari-Manaus e Urucu-Porto Velho), bem como a ampliação da malha desse insumo no Sudeste e Nordeste.

Ao mencionar que o Brasil não atrai investimentos, sobretudo no setor de energia elétrica, criticou o governo de seu oponente, o presidente e candidato do PT à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva. "O governo federal não faz investimentos porque gasta muito mal. O Brasil não cresce e o setor privado não confia", disse, acrescentando que é preciso saber "gastar bem, acabar com o desperdício e a roubalheira" e fazer o País crescer.

O presidenciável tucano também destacou que uma das prioridades para melhorar a capacidade de investimento do País é a realização de concessões e parcerias público-privadas (PPPs), e não privatização. "A prioridade não é privatização, a venda de ativo. A prioridade é trazer o setor privado para investir. Concessões, sim, e PPP também porque aí você tem um mix de investimento público e privado", afirmou. Entre as propostas de Alckmin, está o compromisso de fortalecer as agências reguladoras. Entre as metas para o saneamento básico, estão previstas ações para levar água tratada com qualidade e coleta e tratamento de esgoto para toda a população brasileira até 2020 e condições para tratar 50% do esgoto sanitário urbano coletado no País até 2014. Em transportes, há previsão de investimentos da ordem de R$ 37 bilhões. A partilha dos recursos seria feita da seguinte forma: 50% da União; 25% da iniciativa privada; 20% de organismos internacionais e nacionais de financiamento; e 5% dos Estados. Para recuperar 22 mil quilômetros de estradas, seriam aplicados R$ 4,4 bilhões. Durante o encontro com empresários, Alckmin recebeu uma agenda com pontos considerados fundamentais pela Abdib. Na avaliação da entidade, o País precisa de R$ 87,7 bilhões de investimentos em infra-estrutura por ano.

OESP, 06/09/2006, Nacional, p. A10

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