O Globo, Eco Verde, p. 29
Autor: VIEIRA, Agostinho
26 de Jan de 2012
Água tratada daria para abastecer Niterói
A região de Itaboraí e São Gonçalo, onde está sendo construído o Comperj é uma das mais carentes de recursos hídricos no Estado. É comum faltar água em várias épocas do ano.
Assim, a ideia de que um complexo industrial pudesse concorrer por esse recurso escasso sempre foi motivo de preocupação. Entre as hipóteses que chegaram a ser estudadas estavam a dessalinização da água do mar e o reuso da água usada na limpeza de filtros do Guandu. Ambas inviáveis economicamente.
O tratamento terciário do esgoto na ETE da Alegria, no Caju, e o seu transporte até Itaboraí não são baratos: representam um investimento da ordem de R$ 1 bilhão. Mas trazem benefícios ambientais importantes. O esgoto, que recebe tratamento secundário antes de ser lançado na baía, passará a ter valor e destino. A vazão será de 1.500 litros por segundo ou 47 bilhões de litros por ano.
O suficiente para abastecer uma cidade como Niterói, com mais de 500 mil habitantes.
O projeto vem sendo apontado com a maior experiência mundial com reuso de água de esgoto e deve estar pronto no fim de 2014, para a inauguração da primeira fase do complexo industrial. Além de viabilizar uma fonte própria de abastecimento, a Petrobras se comprometeu com o governo do estado a investir R$ 250 milhões na ampliação da disponibilidade hídrica da região.
De acordo com Minc, os investimentos em ações socioambientais no Comperj devem chegar perto dos R$ 2 bilhões e incluem a compra de equipamentos para a redução das emissões de óxido de nitrogênio (NOx) e o plantio de seis milhões de árvores nativas.
Além disso, nenhum efluente poderá ser lançado na Baía de Guanabara e nenhum manguezal poderá ser cortado.
O Globo, 26/01/2012, Eco Verde, p. 29
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