OESP, Fórum dos Leitores, p. A3
Autor: CAMPIOTTO, Rosane Cima; ARAUJO, Fernando Henrique de M.
21 de Fev de 2004
Água e Justiça
Em razão da publicação de editorial referente à decisão judicial obtida em ação cautelar ajuizada pelos Ministérios Públicos Federal e Estadual (4/2), por meio deste, solicitamos o direito de resposta "pro ambiente". Consideramos de grande importância a função de informar a população sobre casos de relevo, como o mencionado pelo Estado, no caso, a determinação judicial de suspensão do desmatamento nas bacias dos Rios Biritiba Mirim e Paraitinga e, conseqüentemente, da inundação da área dos dois reservatórios, que compõem o Sistema Produtor Alto Tietê (Spat). No entanto, em vez de críticas ao periódico e à equipe editorial preferimos deixar perguntas, que poderão ser respondidas por qualquer pessoa que se aprofunde na obtenção de informações precisas sobre o caso: será mesmo que o MP somente começou a agir seis anos depois da aprovação das obras pelo Consema? Não teria agido antes? Com os reservatórios, será possível o abastecimento de água de 900 mil pessoas da Grande São Paulo? Será que, nos dias de hoje, o dinheiro está acima de tudo? Será que basta pagar ("ou compensar") para desmatar? Qual a vida útil de um reservatório? Será que a água surgirá sem florestas? Até quando? Quanto vale a vida de espécies animais e vegetais raras e ameaçadas de extinção, existentes naquele local?
Será que há dinheiro no mundo que compense a perda de uma espécie animal ou vegetal extinta?
Rosane Cima Campiotto, procuradora da República, e Fernando Henrique de M. Araújo, promotor de Justiça, São Paulo
OESP, 21/02/2004, Fórum dos Leitores, p. A3
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