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Autor: Marcelo Medeiros
10 de Mar de 2011
Trilhas com fácil orientação, cachoeiras e rios com a água quase dourada e muitas cavernas. Assim é o Parque Estadual do Ibitipoca, localizado em Conceição do Ibitipoca, distrito de Lima Duarte, Minas Gerais. Destino do pessoal do Centro Excursionista Teresopolitano recentemente, a área de preservação ambiental conta com uma infra-estrutura muito boa e é recomendada para pessoas de todas as idades. O visitante pode desfrutar de trajetos curtos como Circuito das Águas ou uma travessia de 16 quilômetros como o Circuito Janela do Céu, quase sempre encontrando quedas d´água e cavernas pelo caminho, além de curtir a noite no pequeno e acolhedor distrito abaixo do parque.
A excursão foi realizada pela Diretoria do CET, contando com a participação de associados e amigos do clube. A "turma" saiu de Teresópolis por volta das 5h30 de um sábado, chegando na área de camping - foi escolhida a que fica mais próximo da portaria do PEI - pouco mais de quatro horas depois. Como já estava "tarde" para sair para um passeio maior, a primeira empreitada em terras mineiras foi o Circuito das Águas. Esse trajeto é muito popular por ser relativamente curto e reunir vários tipos de atrativos do Parque: grutas, poços, cachoeiras, praias e formações rochosas surpreendentes, como o Paredão de Santo Antônio, que tem abaixo o Lago das Miragens.
Nesse trajeto de 5km (ida e volta, da portaria do parque), estão também o Lago dos Espelhos, Lago Negro, Prainha das Elfas, Prainha, Gruta dos Gnomos, Gruta dos Coelhos, Ponte de Pedra, Rio do Salto e Cachoeira dos Macacos. Falando nisso, do grupo de 20 pessoas somente seis tiveram coragem - inclusive eu - de entrar na geladíssima e dourada água dessa cachoeira! Aliás, a água tem esse tom diferente devido a decomposição da matéria orgânica vegetal humificada, chegando facilmente as águas devido a porosidade do solo, que também é responsável pela acidez dos rios, empecilho para sobrevivência de peixes.
Ainda no sábado, como ainda era cedo depois de percorrer o Circuito das Águas, resolvemos encarar mais 2,4 quilômetros, saindo das proximidades da portaria do parque, para chegar até o topo do morro conhecido como "Cruzeiro", pelo fato de ter sido colocada nesse local uma cruz de madeira de aproximadamente cinco metros de altura. Lá, a 1.670 metros de altitude em relação ao nível do mar, admiramos um fantástico pôr do sol. "Esse momento é único, maravilhoso. E fica melhor ainda se estivermos ao lado de amigos, como estamos agora", lembrou bem Antônio Carlos Borja, o popular "Wally".
- Noite animada, dia lindo
De volta ao camping, nada melhor do que um banho quente, um "jantar" improvisado, um bom vinho (tomado moderadamente!) e, é claro, curtir a noite em uma roda de violão ao lado dos amigos. No domingo, acordamos cedo para encarar a longa trilha até o ponto mais famoso do Ibitipoca, a Janela do Céu. Da portaria são aproximadamente sete quilômetros, somando-se aí cerca de 1,2km do camping até a portaria da unidade de conservação.
No circuito mais longo do parque, que se estende principalmente sobre a cumeeira do maciço do Pico da Lombada, que fica a 1.784 metros de altitude, a vegetação é bem baixa, tomada pelos cactos e pequenas flores e plantas. Em quase todo o caminho - bem aberto e sinalizado - a caminhada fica "brilhante" por causa do quartizito.
Andando bem devagar, curtindo as belezas da região, leva-se cerca de três horas até a "Janela", de onde o Ribeirão Vermelho deságua em um vale e, olhando-se de frente, avista-se somente o céu e água parece "desaparecer". A copa de algumas árvores completa o conjunto desse atrativo. Voltando um pouco na trilha, seguimos para a Cachoeirinha, onde eu, Guilherme Carvalho e Carolina Oliveira, ambos da Diretoria do CET, não resistimos a mais um banho na super gelada água de Ibitipoca! "Parece que está chovendo pedrinhas de gelo, mas é bom demais, revigorante!", frisa Guilherme.
Para fechar a nossa aventura pelas bandas de Minas Gerais, na volta da Janela do Céu passamos por as grutas dos Três Arcos, Fugitivos e Cruz, cavernas enormes e geladas! Na última, há duas escadas para facilitar o acesso a parte mais alta. "Esse lugar é bonito demais e pode ser visitado em qualquer época do ano, pois tem opções de passeios bem diferentes, de caminhadas longas ao acesso fácil das cachoeiras. Com certeza vamos voltar", atenta José Henrique Gomes, Diretor Financeiro do Teresopolitano e um dos incentivadores do passeio.
O Parque - Com uma área de 1.923,50 hectares e altitudes que variam entre 1.100m a 1.784m, o parque dispõe de alojamentos para pesquisadores, posto da polícia florestal, Centro de Informação e Educação Ambiental e camping, estando disponíveis lava-pratos, churrasqueiras, banheiros e restaurante. Em tupi-guarani, Ibitipoca quer dizer serra da ventania, terra que estoura, pedra fendida, fenda retorcida, ou simplesmente serra que estala.
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