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Agricultura familiar é priorizada

Diário da Amazônia - http://www.diariodaamazonia.com.br
21 de Jun de 2011

O município de Guajará-Mirim, a 340 quilômetros de Porto Velho, está encontrando na Agricultura Familiar uma nova vocação para o progresso e desenvolvimento. Com um rebanho bovino girando em torno de 102 mil cabeças, uma produção leiteira de 12 mil litros/dia, criação de peixes da espécie tambaqui alcançando sete toneladas anuais. Ainda com destaque para a produção de abacaxi, macaxeira, banana, coco, laranja e tangerina, assim como outras culturas típicas da região, que recebem o suporte técnico da secretaria de Agricultura e Emater. A meta do governo do Estado é triplicar a produção agrícola neste município nos próximos quatro anos.
O Plano de desenvolvimento sustentável da Agricultura Familiar para Guajará-Mirim é ambicioso e tecnicamente factível. Segundo Francisco de Assis Barros, gerente local da Emater, o plano de revitalização da economia deste município passa pelo diagnóstico participativo e consolidado com a meta de atender 450 agricultores familiares, incluindo os distritos de Surpresa e Iata. O objetivo é trabalhar com os agricultores tradicionais, pescadores, extrativistas e povos da floresta.

INCLUSÃO

Pela primeira vez na história de Rondônia, a extensão rural pública, se volta contemplando com prioridade os pequenos produtores rurais que tem sua vocação voltada para o agro-extrativismo, tendo como inclusão destas dezenas de famílias no processo produtivo e na busca de combate à pobreza no campo. Ali, nos últimos 60 dias, o Banco do Povo, criado e incentivado pelo Governo do Estado liberou 210 financiamentos cujos valores variam entre R$ 300 e R$ 10 mil injetando recursos na economia com projetos que fazem os pequenos crescer.

MERENDA

O Açaí um fruto saudável e nutriente natural da região, este ano foi incluído na merenda escolar resgatando a cultura e a identidade daquela gente. Guajará-Mirim e seu povo, pela sua história, passado de glórias e lutas merece um tratamento diferenciado.

Cidade pode se tornar polo produtor

Com trabalho e força de vontade, Guajará-Mirim tem tudo para se tornar um polo produtor de gêneros alimentícios por meio da Agricultura Familiar. Na fazenda Olho da Água, administrado pelos proprietários Claudemar Lagos e Lucena Romhiski, que geram cinco empregos diretos, são beneficiados mil litros de leite/dia empacotados por equipamentos de última geração em saquinhos plásticos mais conhecidos como "barrigudos" e comercializados na região, cumprindo tudo o que determina a legislação.
Explica Lucena Romhiski, responsável pelo empacotamento e distribuição do produto. "Na verdade o que sempre faltou aqui foi incentivo aos pequenos produtores". No entanto, como as perspectivas são boas o casal está investindo para produzir 300 quilos de queijos diariamente e no projeto de piscicultura.
Os irmãos, Francisco Braga Barroso 65 anos e Abraão Braga Barroso, 62, numa pequena área de 5 hectares cercados de mata e bosques bem preservados, colhem por semana 700 frutos de abacaxi, que comercializam nos supermercados da região e nas feiras livres e ainda atendem o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), uma parceria do Governo Federal com o governo do Estado para levar alimentos de boa qualidade as escolas, creches e entidades assistenciais.

COMÉRCIO

Os dois irmãos produzindo em sociedade, por safra comercializam em torno de 50 mil frutos dos 60 mil pés que foram plantados. Os outros dez mil, segundo Francisco Braga Barroso, os macacos, Iraras e quatis consomem retirando pequenos pedaços do fruto inutilizando-o para a comercialização.

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