Diário Catarinense-Florianópolis-SC
Autor: DARCI DEBONA
28 de Abr de 2004
Um esquema de segurança com 12 delegados da Polícia Federal e 15 Policiais Militares foi montado ontem para o primeiro júri federal da região Oeste. Foram a julgamento quatro pessoas acusadas pelo assassinato do então cacique da aldeia Xapecó e vice-prefeito de Ipuaçu (PPS), Orides Belino Correia da Silva, de 43 anos.
O crime ocorreu às 22h do dia 6 de maio de 2003, na localidade de Samburá, distante sete quilômetros do centro da aldeia, em Ipuaçu. O cacique foi alvejado com um tiro nas costas quando voltava de um jantar com sua segunda esposa, Marilene Martins. Através de um processo de oito volumes e 1,3 mil páginas, o Ministério Público Federal ofereceu denúncia contra o ex-cacique e irmão da vítima, Valdo Correia da Silva, além de Sadi Ribeiro Lemos, Avelino Ribeiro Lemos e Claudir Martins.
O vereador de Ipuaçu e também indígena José Carlos Gabriel, foi denunciado e recorreu da sentença, escapando do julgamento. Para o Ministério Público, Valdo queria voltar a ser cacique da aldeia Xapecó e Gabriel queria ser prefeito de Ipuaçu. Os argumentos de acusação foram apresentados pelos procuradores da República Haroldo Hoppe e Alexandre Schneider. Vários indígenas, entre eles familiares e amigos de Orides Belino, assistiram o julgamento.
O júri iniciou às 13h e a previsão era de que a decisão do juiz federal José Luiz Terra iria ocorrer somente na madrugada de hoje. Isso porque até às 20h de ontem tinha sido ouvida apenas uma das oito testemunhas.
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