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Ação militar na fronteira

Amazonas em Tempo-Manaus-AM
Autor: Márcia Daniella
01 de Jul de 2004

As Tropas do 1o Batalhão de Infantaria de Selva (1o BIS), Comando Naval da Amazônia (CMA) e VII Comando Aéreo Regional (COMAR) embarcaram na manhã de ontem para a região de São Gabriel da Cachoeira, onde terá início a Operação Timbó II. Em evento realizado no porto do Centro de Embarcações da Amazônia (CECMA), ocorreu a despedida dos militares que farão parte da operação com a bênção dos capelães. Em seguida houve a demonstração de atividades operacionais que serão desenvolvidas na terra, água e ar.

A Operação Timbó II dá continuidade à Operação Timbó I, realizada em 2003. No ano passado, 4,7 mil homens participaram dos treinamentos e em 2004, integram as tropas 6,5 mil homens que, até o dia 23 de julho, percorrerão a área de atuação que vai da serra do Tapirapecó, no Amazonas, até o município de Triunfo, no Acre.

De acordo com o comandante militar da Amazônia e comandante da Operação Timbó, general Cláudio Figueiredo, esta é terceira grande operação promovida pelo Ministério da Defesa na região amazônica. Entre as ações prioritárias da operação Timbó II, ele cita o patrulhamento nas calhas dos rios e a fiscalização dos transportes. Também será disponibilizado para as comunidades ribeirinhas, o atendimento médico e odontológico em parceria com o programa Pronto Atendimento Itinerante (PAI) do governo do Estado.

Para a Operação Timbó II, o Ministério da Defesa disponibilizou R$ 8 milhões. Figueiredo acrescenta que a operação também visa o treinamento para atuação em conjunto da Marinha, Exército e Aeronáutica. "As três forças vão compor o Comando Combinado Amazônia e vão trabalhar juntas pela defesa da Amazônia, buscando evitar ações ilícitas", anuncia.

Ele acrescenta que os países vizinhos são amigos, mas nas fronteiras da Amazônia ocorre a prática de crimes transnacionais, o que é qualificado como problema de segurança nacional. Segundo Figueiredo, a Polícia Federal e o Ibama estarão presentes junto com o Comando Combinado Amazônia para coibir ações criminosas nas fronteiras.

Ele destaca que a operação realizada na Colômbia contra o narcotráfico e guerrilheiros poderia fazer com que os grupos em conflito com a lei tentem entrar no Brasil, mas no momento isso não está ocorrendo. "Eles (guerrilheiros) estão indo para a fronteira do Equador e Venezuela. Na nossa fronteira ainda não detectamos nenhum aumento da circulação de guerrilheiros", divulga.

O comandante militar da Amazônia assegura que a vigilância é constante e o serviço de inteligência das forças armadas está em alerta nas áreas de fronteira.

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