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24 de Abr de 2016
Como acontece todos os anos desde 2008, a comunidade de amigos e moradores da serra da Moeda, em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte, realizou, no último dia 21, um abraço à montanha. O evento reuniu cerca de 10 mil pessoas.
Elas estão preocupadas com a região, cobiçada pela atividade mineradora e outras indústrias, tendo como lembrança a tragédia de Bento Rodrigues, em Mariana, onde uma barragem se rompeu, provocando o maior desastre ambiental da história do Brasil.
A principal bandeira das ONGs que atuam na serra é o Monumento Natural da Mãe d'Água, protegido graças a uma liminar impetrada pelo Ministério Público Estadual, depois que o atual prefeito de Brumadinho revogou o decreto que o criou.
No momento, a preocupação é a proteção das 31 nascentes da serra da Moeda, que fornecem cerca de 25% da água consumida por Belo Horizonte. Depois que uma fábrica de bebidas se instalou na região, houve queda na vazão das nascentes.
Duas fontes já secaram por causa da profusão de poços artesianos que sugam o aquífero da serra. A fábrica é a maior do mundo na sua especificidade, representando um investimento de US$ 258 milhões. A água é fornecida pela Prefeitura de Itabirito.
A mineração é uma ameaça permanente, mas também o são os projetos urbanísticos, como o da implantação de um condomínio habitacional para acolher 150 mil pessoas. Para se ter uma ideia, Brumadinho tem menos do que 30 mil habitantes.
Por isso que a mobilização da comunidade da serra da Moeda cresce ano a ano. Este ano, a necessidade de defendê-la foi assumida pela Assembleia Legislativa, que realizou uma audiência para estudar os impactos ambientais e propor medidas compensatórias.
Em questão está um modelo econômico fatal para o meio ambiente e a sociedade.
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