VOLTAR

34 são presos por extração ilegal de madeira

OESP, Vida, p. A22
10 de Jun de 2006

34 são presos por extração ilegal de madeira
Do grupo constam 3 funcionários do Ibama e um do governo do AC

Vannildo Mendes

A Polícia Federal (PF) e o Ibama desmantelaram ontem, com a Operação Novo Empate, uma quadrilha montada no Acre e Rondônia, com ramificação em três outros Estados, especializada na extração, transporte e comércio ilegal de madeira da floresta amazônica.

Ao longo do dia, foram presos 34 membros do grupo, entre os quais três funcionários do Ibama e um do governo acreano, acusados de fornecer autorizações para desmatamento em troca de suborno. Eles foram afastados das funções e responderão a processo para demissão do serviço público. Os demais são madeireiros e lobistas. Também foram cumpridos 72 mandados de busca e apreensão nas empresas do esquema.

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e o diretor-geral da PF, Paulo Lacerda, comemoraram o êxito da operação, a 9ª desde 2003 contra quadrilhas especializadas em crimes ambientais.

Marina anunciou a substituição das guias de Autorização de Transporte de Produto Florestal (ATPFs), fonte de fraudes há décadas no Ibama, por um novo sistema mais seguro e menos permeável à falsificação.

O nome da operação lembra um tipo de ação, chamada empate, liderada pelo líder seringueiro Chico Mendes, morto em 1988. Consistia em impedir a derrubada da floresta com piquetes humanos.

A fraude consistia na retirada de ATPFs no Ibama em nome de empresas fantasmas e de outras regulares por um intermediário que as repassava para supostos madeireiros que as vendiam no mercado negro para "esquentar" estoques de madeira extraída ilegalmente.

Segundo o Ibama, a quadrilha comercializou ilegalmente 150 mil metros cúbicos de madeira em três anos e faturou R$ 45 milhões. Só um intermediário tirou 7.540 ATPFs no Acre, em 2004, o equivalente a quase 50% das autorizações emitidas no Estado naquele ano.

OESP, 10/06/2006, Vida, p. A22

As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.