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15 t de peixes morrem no Rio dos Sinos (RS)

OESP, Vida, p. A16
19 de Dez de 2006

15 t de peixes morrem no Rio dos Sinos (RS)
Poluição e forte calor podem ter provocado mortandade

Elder Ogliari

A Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) detectou mais uma mortandade de peixes no Rio dos Sinos, entre os municípios de São Leopoldo e Sapucaia do Sul, na região metropolitana de Porto Alegre. Os cálculos iniciais indicam que desde sábado morreram cerca de 15 toneladas de peixes. O diretor técnico da Fepam, André Milanez, diz que a identificação da causa do desastre ambiental dependerá das análises dos peixes, da água e dos sedimentos encontrados no rio.

Milanez admite, no entanto, que é provável que a mortandade seja resultado da combinação de descartes clandestinos de efluentes químicos, descarga permanente de esgoto residencial, calor superior a 30 graus por mais de cinco dias consecutivos e baixa vazão do rio nesta época do ano, fatores que retiram o oxigênio da água. Uma medição feita no fim de semana indicou que o índice de oxigênio dissolvido no rio não passava de 0,6 miligrama por litro no local do desastre, quando o aceitável é de pelo menos 5 miligramas por litro.

Para conter a mortandade, a Fepam deve injetar oxigênio puro na água a partir de hoje, com dois equipamentos instalados em diferentes locais do rio. Milanez reconhece que a medida é apenas paliativa.

As soluções, todas de longo prazo, seriam tratar os esgotos, reflorestar as margens do rio e não drenar os banhados que regulam o volume de água do Sinos.

Este é o segundo desastre ecológico na região em menos de três meses. O primeiro ocorreu no início de outubro, quando foram retiradas do rio 85 toneladas de peixes mortos.

A Fepam e o Ministério Público Estadual apontaram a empresa Utresa, que prestava serviços de tratamento de resíduos industriais tóxicos, mas lançava parte deles em córregos que deságuam no Sinos, como a principal responsável pela poluição que provocou aquela tragédia ambiental.

OESP, 19/12/2006, Vida, p. A16

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