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Após destruir 70% de parque, incêndio é controlado em Minas

FSP, Cotidiano, p. C11
16 de set de 2006

Após destruir 70% de parque, incêndio é controlado em Minas

Cíntia Acayaba

Depois de quase 70% do Parque Nacional da Serra da Canastra, em Minas Gerais, ter sido destruído por queimadas em agosto e setembro, ontem apenas um foco de incêndio não estava controlado.
Segundo a administração do parque, o fogo que começou na terça-feira destruiu cerca de 40 mil hectares de vegetação nativa, e o incêndio de agosto atingiu 12 mil hectares da unidade de conservação. O parque tem 200 mil hectares, sendo 71.525 regularizados.
Para o chefe do parque, Joaquim Maia Neto, o incêndio que começou no dia 12 deve ser criminoso. Segundo ele, os fazendeiros que estão dentro da área que não foi regularizada provavelmente provocaram o fogo por não concordarem com o termo de compromisso elaborado pela administração local.
O acordo não permite que a mata nativa seja transformada em pastagem e a utilização de agrotóxicos de forte intensidade, entre outros.
Três aviões e dois helicópteros auxiliam 65 homens que combatem o incêndio com abafadores e bombas de água. "Agora, a equipe está concentrada em um foco, o que facilita o combate", disse Neto. Para ele, a área queimada não deve aumentar.
Além do parque em Minas Gerais, mais três Unidades de Conservação Federais estão sob o alerta vermelho do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). De acordo com a assessoria de imprensa do órgão, o alerta é registrado quando brigadistas confirmam que há incêndio e não apenas focos de calor. Queimadas foram localizadas na Floresta Nacional de Carajás, Parque Nacional do Jamanxim, ambos no Pará, e no Parque Nacional do Juruena (MT).

FSP, 16/09/2006, Cotidiano, p. C11

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