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Rio Amazonas influencia gravidade

FSP, Ciencia, p.A14
23 de jul de 2004

Rio Amazonas influencia gravidade
O Amazonas tem agora mais um motivo para orgulhar seus habitantes ribeirinhos: ele influencia de modo marcante o campo gravitacional da Terra. A descoberta é de dois satélites gêmeos, em órbita a 500 km de altitude.A gravidade é uma das forças mais fracas e mais difíceis de serem medidas da natureza. É mais fraca que eletricidade ou o magnetismo. Mas quem já recebeu uma maçã na cabeça sabe que seus efeitos são impactantes -como teria acontecido, reza a lenda, com o britânico Isaac Newton (1642-1727), que formulou a teoria da gravitação universal.A gravidade é a força física invisível que faz os corpos se atraírem graças a suas massas. Se a Terra fosse idêntica do pólo Sul ao pólo Norte, o campo gravitacional seria o mesmo em toda parte. Mas a Terra é achatada, não é uma esfera perfeita e está repleta de água em movimento. Isso faz com que o campo gravitacional varie ao longo da superfície do planeta.Dois satélites foram lançados pela agência espacial americana, a Nasa, em março de 2002, apenas para fazer uma medição precisa do campo gravitacional por cinco anos -é a missão chamada Grace ("graça", em inglês; a sigla quer dizer Experimento de Clima e Recuperação de Gravidade).Segundo o chefe da missão, Byron Tapley, da Universidade do Texas, no sul dos EUA, em trinta dias os dois satélites obtiveram mais dados que em trinta anos de pesquisas anteriores.De acordo com dados da missão, as cheias e vazantes do Amazonas afetam não só o clima, mas também a gravidade na região, segundo estudo que a missão publicou hoje na revista "Science" (www.sciencemag.org).Os dois satélites viajam a exatos 220 km um do outro. O primeiro sente o efeito de uma área de gravidade mais forte e se afasta do segundo. A mudança é captada por um acelerômetro, batizado "Superstar" (superestrela) e capaz de medir variações na distância menores do que o diâmetro de um fio de cabelo.

FSP, 23/07/2004, p.A14

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