OESP, Metrópole, p. A17
27 de Jun de 2014
Crise da água já faz SP se espelhar no CE
Rene Moreira - Especial para o Estado / Franca
Um plano para escalonar o uso da água, com base no sistema utilizado no Ceará, foi apresentado ontem pelo Consórcio Intermunicipal das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí( PCJ) na tentativa de evitar que 3 milhões de pessoas de cidades como Campinas, Jundiaí e Piracicaba fiquem sem água. A proposta prevê a divisão do uso da água por horários e setores para suportar o período de seca que está apenas começando. Estariam envolvidos todos os municípios ligados ao Sistema Cantareira.
A proposta foi debatida por dois dias seguidos nas cidades de Paulínia e Americana, no interior de São Paulo, com as empresas consorciadas e os municípios envolvidos. A intenção é ter um plano de contingência para enfrentar a estiagem entre julho e setembro.
Ontem, a consultora Rosana Garjulli apresentou as experiências realizadas no Ceará, onde a falta de água é comum. Para suportar essa situação, os cearenses contam com reservatórios quer e têm parte da água, que depois é distribuída por um conselho formado por representantes da comunidade e os setores envolvidos. No interior paulista, a ideia não seria represar a água, mas definir horários que cada setor, como indústria e agricultura, poderia usá-la.
Cem dias. O professor da Universidade Estadual de Campinas( Unicamp), Antonio Carlos Zuffo, também esteve no encontro e fez um relato sobre a situação do Sistema Cantareira e a escassez hídrica nas Bacias PCJ e do Alto Tietê. Segundo ele, se nada for feito, em cem dias a água deve secar e até mesmo a reserva técnica, o chamado volume morto, estará no fim.Neste ano já choveu 300 milímetros a menos do que o normal na área do Cantareira.
OESP, 27/06/2014, Metrópole, p. A17
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