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Chefe do GSI nega monitoramento de membros de igreja

FSP, Poder, p. A10
13 de fev de 2019

Heleno admite preocupação com sínodo sobre Amazônia, mas nega monitoramento
Ministro afirma que reunião da Igreja Católica, em outubro, tratará de temas de interesse nacional

SÃO PAULO
O general Augusto Heleno, ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) do governo Jair Bolsonaro, chamou de "completamente infundada" a informação de que a Abin (Agência Brasileira de Inteligência) iria monitorar membros da Igreja Católica.

O jornal O Estado de S. Paulo noticiou que o governo brasileiro monitora com preocupação a organização do sínodo (assembleia de bispos) sobre a Amazônia, em outubro, e que pediria ajuda à Itália para travar a exploração de temas da Igreja que considera ligados à esquerda.

"A preocupação com o sínodo é uma preocupação real, porque o sínodo tem uma pauta que ele vai desenvolver e alguns assuntos dessa pauta são de interesse de segurança nacional. Então acaba preocupando a Abin e o GSI. Mas em nenhum momento eu falei em espionar ninguém", afirmou Heleno, que representou a Presidência no velório do jornalista Ricardo Boechat, em São Paulo.

"[O sínodo] quer falar de terra indígena, quer falar de exploração, de plantação, quer falar de distribuição de terra. Isso são assuntos do Brasil. O Brasil não dá palpite no deserto do Saara, na floresta das Ardenas, no Alasca", disse. "Quem cuida da Amazônia brasileira é o Brasil."

"A gente fica engolindo umas coisas que não tem que engolir. Às vezes a gente esquece que é a nona economia do mundo, que é um país soberano, independente", afirmou.

FSP, 13/12/2019, Poder, p. A10

https://www1.folha.uol.com.br/poder/2019/02/heleno-admite-preocupacao-c…

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