OESP, Vida, p. A16
05 de Jan de 2007
Canadá recua e retoma política contra aquecimento
O primeiro-ministro canadense, Stephen Harper, anunciou ontem que seu governo mudará a forma como trata as questões ambientais e fará mais para combater o aquecimento global. Ele afastou a ministra do Meio Ambiente, Rona Ambrose, como indicativo de suas intenções, mas não detalhou um plano de ação.
A atual administração do Canadá, conservadora, é criticada por não tomar ações práticas para atingir as metas do Protocolo de Kyoto, acordo internacional que visa a reduzir a emissão de gases do efeito estufa do qual o país participa. Ele deveria cortar em 6%, até 2012, suas emissões em relação ao nível registrado em 1990 - que cresceram desde então mais de 30%.
O governo conservador, no entanto, lançou seu próprio plano de combate ao efeito estufa, que amplia o prazo para 2050. Segundo cientistas, o controle precisa acontecer o mais rápido possível para que a humanidade não sofra com mudanças climáticas perigosas. Críticas ao plano foram feitas pela comunidade internacional e pelos próprios canadenses.
O Partido Conservador tem forte apoio de Alberta e outras províncias ocidentais ricas em petróleo. O uso do recurso como combustível é uma das principais fontes de gases-estufa.
A FAVOR DO VENTO
"Nós precisamos fazer mais pelo ambiente", disse Harper ontem. "Reconhecemos que, particularmente quando se trata de ar limpo e mudanças climáticas, os canadenses esperam muito mais."
Pesquisas de opinião pública indicam que este é um dos temas mais importantes no Canadá hoje, isso num ano em que podem ocorrer eleições no país e que a oposição cresce em apoio popular firmando o pé em políticas mais agressivas de controle das emissões. O novo líder do Partido Liberal, Stephane Dion, prometeu honrar o Protocolo de Kyoto se substituir Harper. "Eles querem fingir fazer alguma coisa? O que precisamos mesmo é de uma grande virada", disse Dion.
A discussão entre os dois promete esquentar o debate político no país em 2007. Segundo o primeiro-ministro, os conservadores fizeram mais pelo ambiente em um ano de casa do que os liberais durante seus 12 anos de liderança.
OESP, 05/01/2007, Vida, p. A16
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